Bem, depois das imagens chocantes dos hippies no filme Gimme Shelter e do festival About Us ontem, minha necessidade de participar de um festival com chuva, lama, danças estranhas e algum engajamento sociopolítico caiu a zero. Não que eu não tenha gostado do festival; muito pelo contrário, o show do Sting foi muito legal. Mas tinha que ter o Carlinhos Brown antes fazendo a dança da chuva?
Fim de semana foi bom, muito bom.
-- Não sei viver sem você.
Tem uma música pequenina da Björk no Homogenic que se chama Immature. A letra tem uns poucos versos e diz:
Como pude ser tão imatura
E pensar que ele poderia substituir
Os elementos faltantes em mim?
Que extremamente preguiçoso da minha parte...
Como pude ser tão imatura?
Maturidade, para ela, foi procurar a completude na música em vez de procurá-la noutra pessoa.
Mas porque isso seria maturidade? Qual a diferença, afinal?
Björk para mim é sempre aquela amiga mais velha que lhe dá conselhos. E nem sempre a gente concorda.
Hoje tem No Capricho de novo e já comecei a ficar tensa por ter de encarar hordas de adolescentes histéricas de salto alto. Ainda mais que ontem foi o show do Nando Reis e foi algo muito adulto, muito tranquilo e muito high society. Haviam cinco fotógrafos, no máximo, incluindo eu, o que significa que pude ficar muito livre e muito perto. Até ganhei um sorriso exclusivo do Nando, mas a iluminação baixou, não consegui regular a câmera a tempo e só saiu um vulto. Mas tinha muitas fotos boas entre as outras 154 que tirei. E o show dele é bem legal; gostei particularmente das músicas que ele fez para os filhos e do cover de Whisky a Go-go. Vi a coisa mais true: uma fotógrafa com uma câmera compacta de filme! Achei sensacional, nessa era em que o que vale é pendurar no pescoço uma Canon digital mais pesada que a minha bunda. E agora estou ouvindo Mantra, a música dele que eu mais gosto - e que ele nem tocou. É aquela com os hare krishnas: quando se acabou com tudo, espada e escudo, forma e conteúdo, já então agora dá para dar amor...
Quase Famosos não é um dos meus filmes favoritos por acaso. Seria impossível que eu não me identificasse com William, o protagonista, um ingênuo menino de 15 anos com uma mãe controladora que sonha em ser um jornalista musical - e que, à revelia dela, parte na jornada mais rock 'n roll em busca desse objetivo. Não muito longe do início do filme, há uma cena em que William e a groupie Penny Lane estão na beira do palco, entre as cortinas, vendo começar o show do Stillwater. William começa a escrever em seu bloco de anotações e Penny tira a caneta de sua mão.
Eu detesto quando as minhas aulas de semiótica psicanalítica descambam para uma psicanálise mais individual e menos social. Porque aí eu sou obrigada a abrir meus baús cheios de teia de aranha e, sabem, eu odeio aranha. Morro de medo de aranha.
É muito ruim quando você pega o disco do Muse para fazer uma resenha e a música que você mais gosta parece uma parceria com o Timbaland?
Quando eu estava na quarta série, minha professora de redação decidiu promover um debate sobre a pena de morte. Nunca entendi por quê. Só sei que fui designada para defender a pena de morte e consigo me ver ainda dizendo, com menos de um metro e meio de altura: se alguém matasse sua mãe, você não ia querer que essa pessoa morresse? Foi o melhor argumento que pude arrumar, mas mesmo naquele tempo eu o achei ridículo. A professora gostava de mim e disse que eu quase a tinha convencido.
Mais da metade das visitas desse blog se referem a uma foto de um tigre de bengala que usei uma vez para ilustrar um post sobre um sonho bizarro que eu tive. Não sei por que tanta gente procura tigre de bengala no Google, mas já que é assim, melhor usar um foto minha, certo?