i love you like a song
Não é porque o dia dos namorados foi ontem que hoje eu ia deixar de dizer o quanto eu amo esse sujeito. Mas é mais difícil do que eu imaginava. Gastei uma hora pensando um verso, como dizem, logo eu que sempre fui tão amiga das palavras. Como é que a gente passa tantos dias juntos sem saber direito a extensão dos nossos sentimentos? Eu só sei que dá certo; como se engrenagens invisíveis movessem a gente pra frente nos tempos exatos. Porque é tudo uma questão de timing, tenho certeza. Talvez se ele não estivesse ali, naquela hora, naquele metrô, dois dias antes de eu voltar para Bauru por tempo indeterminado, com o olhar brilhante de lágrimas, talvez nada disso tivesse acontecido. Eu não sei se há razão para as coisas, tampouco arrisco palpite se existem pessoas predestinadas as ficar juntas. Mas eu encontrei alguém que é exatamente quem eu procurava há muito, muito tempo. Alguém que sabe me encantar todos os dias, quando chega com cara de caído da mudança e pergunta: "me dá abrigo?" Alguém capaz de me fazer sorrir só com o toque do telefone, alguém que não se irrita com o meu mau-humor de fome, alguém que me cobre à noite e me passa rasteira no colchão com o mesmo carinho, que chora quando eu choro, que me abraça sem precisar pedir, que tem orgulho de andar comigo na rua, que acha lindo quando eu saio trombando e destruindo, que eu acho lindo simplesmente andando até o banheiro, que tem o melhor beijo do mundo! Alguém com quem eu compartilho as idéias, as vitórias, as tristezas e as escovas de dente. Alguém que sabe o valor de se poder tirar caca do nariz na frente do outro, que entende que essa coisa de mistério é besteira de revista feminina. Que venham muitos outros Skol Beats e muitos outros dozes de julho. Eu te amo, Y. :)