15 posts tagged “björk”
Tem uma música pequenina da Björk no Homogenic que se chama Immature. A letra tem uns poucos versos e diz:
Como pude ser tão imatura
E pensar que ele poderia substituir
Os elementos faltantes em mim?
Que extremamente preguiçoso da minha parte...
Como pude ser tão imatura?
Maturidade, para ela, foi procurar a completude na música em vez de procurá-la noutra pessoa.
Mas porque isso seria maturidade? Qual a diferença, afinal?
Björk para mim é sempre aquela amiga mais velha que lhe dá conselhos. E nem sempre a gente concorda.
Eu sempre sonho com a maré. Ela vem como um tsunami e eu sempre sei: mas só tenho tempo de me agarrar a alguma coisa. A onda vem e me cobre.
Estou deixando esse porto
Saiu uma entrevista muito interessante com a Björk na Interview Magazine. As fotos, como sempre, são lindas de morrer. Ela é linda de morrer. Impressionante constatar que só depois dos 40 anos a Björk ficou com cara de adulta. hahaha.
É complicado quando você sente
Que alguém fez algo em seu nome
É complexo quando seu senso de justiça
Murmura por baixo
E está perguntando:
Como vou fazer isso dar certo?
Como vou fazer isso dar certo?
Com a mão cheia de estrelas
Eu as jogo como dados (repetidamente)
Sobre a mesa
Eu as movo como dados e jogo sobre a mesa
Repetidamente
Até que a constelação desejada apareça
Como vou fazer isso dar certo?
UNDO by Björk
it's not meant to be a struggle uphill
You're trying too hard
surrender
give yourself in
you're trying too hard
you're trying too hard
It's not meant to be a strife
it's not meant to be a struggle uphill
sweetly
to enjoy
it's not meant to be a strife
it's not meant to be a struggle uphill
It's warmer now : lean into it
unfold in a generous way
surrender
surrender
undo
It's not meant to be a strife
it's not meant to be a struggle uphill
I'm praying
to be
in a generous mode
the kindness kind
the kindness kind
to share me
quietly ecstatic
It's not meant to be a strife
it's not meant to be a struggle uphill
Undo
Undo : if you're bleeding
Undo : if you're sweating
Undo : if you're crying
Undo
Há mil anos, mais ou menos, decidi fazer um post sobre o meu top five de filmes. Mas pensei em tantos filmes que virou um top ten, e no fim das contas eu escrevi sobre quatro e nunca mais terminei o texto. Então, aí está - o top four. Os outros, se um dia eu tiver ânimo, aparecerão com o tempo.
Esse é o filme que eu mais vi em toda a minha vida: foram quase quinze vezes, quase todas na infância. Muito antes da Supernanny (o filme é de 1964), Julie Andrews encarnava a simpática babá de dois pestinhas bem de vida. Ela desce de uma nuvem planando num guarda-chuva, tira um quarto inteiro de uma bolsa de vovó, arruma a bagunça das crianças sem sujar um dedo e ainda consegue a proeza de reaproximar os pentelhinhos Jenny e Michael do pai workaholic. Destaque para a cena da dança dos limpadores de chaminé. Supercalifragilisticexpialidocious!
Okay, okay. Admito que é suspeito eu falar de um musical com trilha da Björk, com ela como a protagonista. Mas é bem possível que eu gostasse do filme mesmo se não fosse fã doente da moça, visto que eu tenho uma queda por filmes dramáááááááticos, desses de arrancar até a última lágrima. Björk, no enredo, é Selma, uma imigrante que trabalha numa fábrica dos EUA e guarda todos os poucos dinheirinhos que ganha para pagar uma cirurgia para seu filho. O menino tem uma condição genética que o faz perder a visão aos poucos e continuamente; a própria Selma já está quase cega, o que faz com que deslize facilmente para o mundo de sua imaginação, onde a vida é um musical ("and there's always someone to catch me when I fall..."). Um dia, Selma descobre que foi roubada por seu vizinho perturbado e o mata a golpes de cofre. E, na platéia, começa a choradeira...
Sexo, drogas, rock and roll, conflitos de grações, viagens de ácido, tentativa de suicídio. Não parece, mas esse filme é muito, muito fofo - para desespero de seu protagonista, que passa a trama toda tentando desesperadamente se livrar desse estigma de doçura. William é um garoto-prodígio do fim dos anos 60, aspirante a jornalista e apaixonado por rock. Ele consegue uma oportunidade na revista Rolling Stone: escrever uma matéria sobre o Stillwater, uma banda em ascensão. William se infiltra na turnê, é "adotado" pelas grupies e acaba se apaixonando por Penny Lane, que só tem olhos para o guitarrista da banda. A melhor cena se passa num avião, durante uma turbulência: acreditando que vão morrer, todos passam a fazer confissões, até que um dos músicos grita: "SOU GAY!" - e tudo volta ao normal imediatamente.
Primeiro longa-metrage de Sofia Coppola e um dos filmes mais agridoces de toda a história. A estética em tons pastéis da diretora cai como uma luva sobre a história de cinco adolescentes reprimidas pelos pais religiosos e ultraconservadores. A graça do enredo é que é contado do ponto de vista dos garotos da vizinhança, todos apaixonadinhos pelas meninas e obcecados pelas circunstâncias que as levam à morte. Esse distanciamento dá um tom nostálgico e estranho à trama, embalada por canções do Air e dos anos 70, época em que se passa o filme (impressão minha ou meu gosto tende muito a retratos do passado?).
Devo confessar que só hoje vi o clipe de Wanderlust, da Björk. Sabem como é: não gostei do de Earth Intruders, o thumbnail tinha um mamute, eu fiquei realmente com medo de terem estragado a melhor música do Volta. Mas eu estava enganada. O clipe é uma mistura de Viagem de Chihiro com aqueles desenhos de massinha da Cultura. Ou seja: fofo! Confira aqui:
Mas ainda acho o de Hunter o melhor clipe da Björk. Como não gostar de vê-la virar um urso polar azul?
Eu detesto Carnaval. Eu só não o abomino mais porque é sempre na terça-feira e a gente emenda o feriado. Todo mundo preparado para dar pulão (pegou? pegou?) e ver a entrada da Mangueira, e eu tendo ânsia de vômito cada vez que vejo uma bunda cheia de glitter remexendo ao som do ticutuconumcutuca. Mas já que estamos nesse assunto, deixo uma opinião de responsa a respeito: Björk, falando de Carnaval, em 1994:
"É interessante. Eu estive no Brasil no verão para a festa. As pessoas passam o ano inteiro fazendo suas fantasias, depois em março elas têm depressão pós-carnaval e vão todos ao psicólogo. A gente tem isso depois do Natal! Todas as fantasias ficam rasgadas, jogadas nas camas. Eu recomendo esse Carnaval. Eu fui para uma cidade chamada Salvador que não é tão comercial, é mais como um vudu. No Rio de Janeiro, é um negócio meio Ricky Martin, meio drag queen. Mas em Salvador você vê umas negras de 70 anos com roupa de papel alumínio entrando em transe com os tambores. Eu adoria ir de novo. Mas lá é muito quente para os islandeses."