51 posts tagged “música”
Tem uma música pequenina da Björk no Homogenic que se chama Immature. A letra tem uns poucos versos e diz:
Como pude ser tão imatura
E pensar que ele poderia substituir
Os elementos faltantes em mim?
Que extremamente preguiçoso da minha parte...
Como pude ser tão imatura?
Maturidade, para ela, foi procurar a completude na música em vez de procurá-la noutra pessoa.
Mas porque isso seria maturidade? Qual a diferença, afinal?
Björk para mim é sempre aquela amiga mais velha que lhe dá conselhos. E nem sempre a gente concorda.
Hoje tem No Capricho de novo e já comecei a ficar tensa por ter de encarar hordas de adolescentes histéricas de salto alto. Ainda mais que ontem foi o show do Nando Reis e foi algo muito adulto, muito tranquilo e muito high society. Haviam cinco fotógrafos, no máximo, incluindo eu, o que significa que pude ficar muito livre e muito perto. Até ganhei um sorriso exclusivo do Nando, mas a iluminação baixou, não consegui regular a câmera a tempo e só saiu um vulto. Mas tinha muitas fotos boas entre as outras 154 que tirei. E o show dele é bem legal; gostei particularmente das músicas que ele fez para os filhos e do cover de Whisky a Go-go. Vi a coisa mais true: uma fotógrafa com uma câmera compacta de filme! Achei sensacional, nessa era em que o que vale é pendurar no pescoço uma Canon digital mais pesada que a minha bunda. E agora estou ouvindo Mantra, a música dele que eu mais gosto - e que ele nem tocou. É aquela com os hare krishnas: quando se acabou com tudo, espada e escudo, forma e conteúdo, já então agora dá para dar amor...
Quase Famosos não é um dos meus filmes favoritos por acaso. Seria impossível que eu não me identificasse com William, o protagonista, um ingênuo menino de 15 anos com uma mãe controladora que sonha em ser um jornalista musical - e que, à revelia dela, parte na jornada mais rock 'n roll em busca desse objetivo. Não muito longe do início do filme, há uma cena em que William e a groupie Penny Lane estão na beira do palco, entre as cortinas, vendo começar o show do Stillwater. William começa a escrever em seu bloco de anotações e Penny tira a caneta de sua mão.
É muito ruim quando você pega o disco do Muse para fazer uma resenha e a música que você mais gosta parece uma parceria com o Timbaland?
Conseguimos credenciais pra Revista Som pra cobrir o Guaraná Antarctica Street Festival. E, embora num passado longínquo eu já tenha feito street dance (acreditem se puderem), o GAS Festival não era muito a minha praia. Mas foi bem legal! A produtora mimou bastante os jornalistas, tinha até brigadeiro de copinho na sala de imprensa. E, bem, vocês sabem o que uma boca livre faz com o meu espírito. E como eu gosto de fotografar as bandas, meu Deus. Eu me sinto tão confortável na minha pele - sei que meu lugar não é na redação, muito menos naquela sala de imprensa cheia de posers. Como os jornalistas de música são posers, putaquepariu. A maioria estava ali claramente para mostrar que tinha A melhor câmera. Eles precisam de um aviso: pendurar uma Nikon reflex de 3 quilos e 3 mil reais no pescoço não faz de você um profissional. Principalmente se sua primeira providência na sala de imprensa for checar seus recados no Orkut.
Nada como viajar com fones de ouvido. Já dizia Björk: my headphones, they saved my life. Meus fones de ouvido também salvam minha vida. Nada como escutar alguma coisa bem boa sentindo o cheirinho do café do Prata, olhando as árvores correrem para trás e para trás pela janela.
My love is an analogy,
A haunted afternoon."
Eu sempre sonho com a maré. Ela vem como um tsunami e eu sempre sei: mas só tenho tempo de me agarrar a alguma coisa. A onda vem e me cobre.
Estou deixando esse porto
Gente, a Revista Som já chegou ao número 4. Quem diria, heim?
Saiu uma entrevista muito interessante com a Björk na Interview Magazine. As fotos, como sempre, são lindas de morrer. Ela é linda de morrer. Impressionante constatar que só depois dos 40 anos a Björk ficou com cara de adulta. hahaha.